Oportunidades da nova era do setor financeiro

Bolsa de Valore

Oportunidades da nova era do setor financeiro

As instituições mais ágeis a conseguir criar uma experiência de utilização mais sofisticada, integrada e personalizada serão as que vencerão neste novo paradigma.

As novas tecnologias emergentes e a mudança nos hábitos e expectativas de resposta por parte dos consumidores estão a alterar o paradigma em que assentou o sucesso das instituições financeiras.

O mercado regulado, as exigências naturais de alcançar um número máximo de consumidores através de canais presenciais (as agências), os serviços apenas possíveis ao balcão, a gestão “fechada” dos dados e dos pagamentos, os cheques, tudo isto é uma realidade do passado que torna mais difícil competir no mercado atual, em que o digital passou a ser a norma e em que novas regras de operação abriram espaço dos serviços financeiros a novos concorrentes.

Atualmente, a interação é feita na aplicação móvel ou na página de home banking, os tradicionais modelos de aconselhamento financeiro estão rapidamente a ser substituídos pela pesquisa e análise proativa por parte dos consumidores, que sabem, conhecem e comparam online antes de questionar a sua instituição de referência, e que rapidamente mudam caso sintam que estão a ter um serviço de inferior qualidade.

A desintermediação tem vindo a transformar um espaço tradicional para as instituições financeiras, os pagamentos, com um número crescente de transações a ser feito por organizações especializadas em pagamentos online, e até mesmo um dos principais óbices à mudança de instituição bancária, que é a existência de um crédito para aquisição de habitação, se tornou cada vez menos um problema, à medida que as regras para essa transição se tornaram, elas próprios, mais fáceis e ágeis.

Os novos consumidores, os nativos digitais, esperam também das instituições financeiras, a capacidade de responder aos seus novos modelos de interação e estilo de vida. Por último, a regulação criou novos desafios que exigem mais dos sistemas e processos.

Como é natural, este desafio cria também um vasto conjunto de oportunidades para as instituições que sejam mais rápidas e ágeis a tirar partido desta nova realidade, nomeadamente usando a tecnologia para competir de forma eficaz. Porque as novas tecnologias, aliadas à regulação, permitem a entrada de novos players no mercado, ágeis e assentes em paradigmas digitais. Esta é uma época extraordinária, porque se estão a redefinir as expectativas e, por consequência, o âmbito dos serviços prestados pelas instituições financeiras.

Uma parte substancial desta mudança prende-se com a transformação digital dos negócios, em que setores como o retalho e as telecomunicações foram pioneiros nas implementações de soluções omnicanal, as quais criaram novas expectativas aos consumidores, que esperam da sua instituição financeira os mesmos níveis de sofisticação e personalização. As instituições mais ágeis a conseguir criar uma experiência de utilização mais sofisticada, integrada e personalizada serão as que vencerão neste novo paradigma.

Do ponto de vista tecnológico, não existem limitações para o processo de transformação digital das empresas, tanto do lado dos dispositivos e comunicações como nas componentes de software. Hoje em dia, os telemóveis têm mais capacidade de processamento e armazenagem de dados do que os mais potentes computadores pessoais de há cinco anos atrás e o software é desenvolvido através de plataformas de produtividade que reduzem o tempo de entrega para 1/3 do que era normalmente necessário.

Esta nova realidade permite a construção de novas aplicações exigentes num curto espaço de tempo, algumas delas já introduzindo capacidades de inteligência artificial. Estas aplicações ficam acessíveis nos telemóveis que estão no bolso do consumidor, podendo ser utilizadas a qualquer momento do dia.

Assim, este enquadramento que o setor atravessa, numa época de retoma económica, cria oportunidades únicas para a transformação das organizações, numa lógica centrada no cliente (customer-centric) em que a experiência da interação é um aspeto fundamental. Qual o caminho, que estratégia seguir, como servir cada perfil de cliente, que tecnologias implementar e qual o seu ritmo de implementação e como definir os processos que assegurem que todas estas alterações se traduzam num efetivo serviço de excelência para os clientes é o novo desafio a que os bancos devem responder.

Share on linkedin
Share on facebook

CTT estabelece parcerias para o lançamento de novas aplicações móveis

Entrada dos CTT

CTT estabelece parcerias para o lançamento de novas aplicações móveis

A aplicação móvel CTT vai possibilitar a qualquer utilizador a consulta de mapas para localizar as lojas e postos CTT, pesquisar códigos postais, acompanhar encomendas postais, e solicitar pedidos ‘SIGA’ para reencaminhar o correio. Além disso este serviço permite também consultar os valores em dívida relativos a portagens SCUT e obter referências multibanco para proceder ao seu pagamento.

Os CTT vão passar a ter três novas aplicações móveis disponíveis para os seus clientes. Em comunicado, a empresa de correios portuguesa revela que estabeleceu uma parceria com a OutSystems, empresa de desenvolvimento e oferta de plataformas low-code que permitem um rápido desenvolvimento de aplicações empresariais, esteve na base dos três serviços, que foram desenvolvidos pela “Askblue”, uma consultora vocacionada para o desenvolvimento de projetos e com fortes competências em tecnologias de informação.

A aplicação móvel CTT vai possibilitar a qualquer utilizador a consulta de mapas para localizar as lojas e postos CTT, pesquisar códigos postais, acompanhar encomendas postais, e solicitar pedidos ‘SIGA’ para reencaminhar o correio. Além disso este serviço permite também consultar os valores em dívida relativos a portagens SCUT e obter referências multibanco para proceder ao seu pagamento.

Com o CTT E-Segue os clientes vão poder seguir, alterar e enviar encomendas a partir de um smartphone ou tablet. Estes envios podem ser solicitados em qualquer hora e lugar, com o pagamento a ser feito na aplicação. Por fim, a Via CTT  permitirá receber o correio em formato digital e pode ser consultada a partir do smartphone.

Pedro Gomes, Diretor de Sistemas e Informação dos CTT, refere que “enquanto empresa líder no mercado das comunicações físicas em Portugal, a transformação digital era obrigatória para continuarmos a prestar a melhor experiência aos nossos clientes. A adoção da plataforma OutSystems e a parceria com a Askblue têm sido apoios fundamentais nessa viagem digital dos CTT”.

Share on linkedin
Share on facebook

Ordem dos Advogados com nova solução de voto eletrónico

GuilhermeFigueiredo Ordem do Advogados

Ordem dos Advogados com nova solução de voto eletrónico

A consultora portuguesa AskBlue implementou uma solução avançada de voto eletrónico, com base no produto Scytl Online Voting para as eleições do Congresso.

A consultora portuguesa AskBlue implementou uma solução pioneira de voto eletrónico para as eleições do Congresso da Ordem dos Advogados (OA) para facilitar o acesso a partir de qualquer dispositivo: computador, tablet ou smartphone. Logo, visa também estimular a participação nacional dos cerca de 30 mil advogados no escrutínio, uma vez que é um processo que costuma ser realizado presencialmente.

A inovação tecnológica em causa é suportada pelo produto Scytl Online Voting, uma tecnologia de voto eletrónico que já foi utilizada em países como os Estados Unidos da América, o Canadá, o Reino Unido, a França ou a Alemanha.

“A utilização da solução foi uma agradável surpresa, pela facilidade e adesão registada ao voto eletrónico. Foi uma excelente experiência e permitiu prepararmo-nos melhor para que as próximas eleições dos órgãos sociais venham a ser um sucesso ”, afirmou Guilherme Figueiredo, bastonário da OA.

A plataforma agrega sete assembleias de voto com listas distintas de candidatos, sendo que a sua segurança deve-se seu protocolo criptográfico patenteado (chaves criptográficas digitais privadas).Segundo Ana Rosado, partner da AskBlue, “o voto eletrónico tem o forte potencial de aproximar cidadãos e organizações, contribuindo para sociedades mais inclusivas e esclarecidas”.

Já Filipe Castro, diretor de vendas da Scytl, considera que este foi um projeto inovador “sem paralelo no setor da advocacia em Portugal”. “Acreditamos que é uma solução pioneira e com inúmeras possibilidades de crescimento em Portugal, nos mais variados setores de atividade”, acrescentou.

Através de um recibo de votação, os eleitores podem verificar, de forma anónima, se o seu voto foi registado pelo sistema Scytl Online Voting, auditado e certificado por vários governos a nível mundial.

Share on linkedin
Share on facebook

O Tratamento de Dados Pessoais é um Corporate Risk

Bandeira Europeia com cadeado RGPD

O Tratamento de Dados Pessoais é um Corporate Risk

A Sócia da AskBiue tem assessorado várias empresas na implementação do Regulamento Geral de Proteção de Dados. Apesar do período transitório de dois anos que as empresas tiveram para efetuarem as necessárias adaptações, Sofia Bastos dos Santos nota que, sensivelmente após o segundo semestre de 2017, começou a haver essa preocupação. Por outro lado, as empresas “perceberam o RGPD somente como um problema de natureza eminentemente jurídico-legal e de segurança informática”

As empresas têm vindo a adaptar-se atempadamente para cumprir com as regras do RGPD?
O Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento e do Conselho Europeu de 27 de abril de 2016, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados, entrou em vigor, de forma simultânea, em 25 de maio de 2016, em todos os Estados-Membros da União Europeia. O Regulamento impõe uma disciplina uniforme entre os vários Estados-Membros a partir de 25 maio de 2018, data em que termina o período transitório de dois anos nele previsto. As empresas e as organizações, privadas e públicas, passam a estar sujeitas a um conjunto de regras de obrigações, cujo incumprimento conduzirá à aplicação de coimas, até ao maior entre € 20 milhões ou 4% do volume de negócios mundial da organização (existem dois níveis de aplicação de coimas cfr. art. 83.º). Na aplicação das coimas serão tidos em consideração diversos fatores, mas a sua amenização dependerá da capacidade das organizações demonstrarem a aplicação das medidas de proreção de dados adequadas. O novo quadro sancionatório eleva a privacidade e a segurança da informação relativa ao tratamento de dado pessoais a um Corporate Risk, conduzindo necessariamente a que as organizações considerem esta matéria nas suas orientações e decisões de gestão. Observamos no mercado português que as organizações começaram de uma forma geral a mobilizar-se para a necessidade de analisar as disposições e implicações do RGPD sensivelmente a partir do final do primeiro semestre de 2017. O período transitório de dois anos não foi de facto aproveitado, na avaliação dos impactos e das necessidades de investimento, na formulação de prioridades e opções e no planeamento das ações a desenvolver.

Constatámos, numa primeira fase, que as organizações perceberam o Regulamento somente como um problema de natureza eminentemente jurídico-legal e de segurança informática e, consequentemente, uma matéria a endereçar e resolver através do recurso a competências e meios nestes dois domínios e disciplinas de intervenção.

Quais as principais dúvidas colocadas pelas empresas que vos solicitam assessoria quanto ao novo RGPD?
As dúvidas e as solicitações de assessoria dirigiram-se aos aspetos formais da conformidade legal com as disposições do Regulamento e em paralelo à identificação das opções tecnológicas, ou seja, em termos da recomendação de soluções de software, a adorar em resposta às medidas de segurança no tratamento de dados pessoais. A formulação dos pedidos de assessoria traduziu-se, muito frequentemente, numa consulta ou/ e pedido de prestação de serviços profissionais para a “implementação dos requisitos mínimos do RGPD” na organização em causa. Esta abordagem tem implícita a perceção comum às organizações do carácter supostamente prescritivo do ·Regulamento e também da suposição frequente assumida pelos gestores da existência de “requisitos mínimos” de conformidade. O Regulamento define princípios, estabelece regras e obrigações a observar pelos responsáveis pelo tratamento de dados, pelos seus eventuais subcontratantes e responsáveis conjuntos, mas não é prescritivo quanto às medidas, em especial as de segurança, de natureza técnica e organizativa/ processual, ou procedimental (art. 32.0), a implementar pelas organizações. Não o é, nem em rigor o deveria ser. Uma medida de segurança, independentemente da sua natureza, visa a atuação sobre um risco identificado, com um dado objetivo de controlo, a prevenção do risco; a sua eliminação, ou até a transferência para terceiros (exemplo: contrato de seguro). Os riscos decorrem das vulnerabilidades existentes e incidem sobre os ativos de uma organização, neles se incluem os ativos de informação, designadamente a informação que resulta do tratamento de dados pessoais. Os riscos associados às distintas atividades económicas são naturalmente diferentes, não obstante possam existir alguns riscos comuns. Num dado setor de atividade económica, organizações operacionalmente diferentes, ao nível do seu modelo organizativo, dos seus processos de negócio e da tecnologia de suporte (software, bases de dados e infraestrutura de hardware, comunicações, entre outros elementos), terão necessariamente vulnerabilidades distintas. A avaliação integrada de riscos e das vulnerabilidades permite definir os objetivos de controlo e, em função destes, determinar as medidas de segurança necessárias, que poderão ser de distintas naturezas e tipologias (organizativa, processual, tecnológicas), individualmente consideradas ou conjugadas entre si. Dito isto, “a implementação” dos requisitos de conformidade com o RGPD exige um exercício prévio de identificação e avaliação de riscos e de vulnerabilidades e decisões da gestão das organizações quanto aos objetivos de controlo e, consequentemente, às ações a desenvolver para os endereçar.

E a adoção de outro tipo de soluções que o mercado oferece?
Recomendações e/ou adoções de soluções de software, embora amplamente divulgadas no mercado, sem a adequada avaliação do contexto organizacional em todas as dimensões relevantes para a formação e desconstrução do problema, podem ter o mesmo efeito daquele que resulta do tratamento de uma “infeção viral com antibiótico” ou do tratamento de uma “infeção bacteriana com o antibiótico errado”. As medidas de segurança têm que responder ao(s) objetivo(s) de controlo do(s) risco(s), mas a sua escolha e a sua implementação têm que ser coerente e consistente. Coerente, porque o resultado de uma medida de segurança pode depender da implementação prévia de outra medida de segurança ou do desenvolvimento de um conjunto de ações que são por si mesmas um pré-requisito à implementação dessa medida. Estas variáveis têm que ser endereçadas através do planeamento. Consistente, porque gerir e controlar risco é inevitavelmente um exercício de viabilidade económica e financeira para as organizações. Minimizar risco significa também maximizar o controlo, o que pressupõe investimentos e variações nos custos operacionais, presentes e futuros. Assim, da determinação das medidas de segurança necessárias à efetiva conformidade da organização com o RGPD, à adequação das medidas de segurança, para salvaguarda da privacidade e segurança da informação relativa a dados pessoais, emerge um quadro de opções, naturalmente complexo, face à restrição financeira. Os recursos são sempre limitados. A regulação não gera negócio e, como tal, o RGPD será um desafio à gestão das organizações.

Crê na boa preparação das empresas para cumprir com a nova legislação, após 25 de maio?
Penso que, até ao final de 2018, a maioria das organizações do setor privado se concentrarão e trabalharão no sentido de se prepararem para responder aos aspetos de conformidade formal com o RGPD, no que se refere ao cumprimento das disposições relativas aos Princípios Básicos do Tratamento de Dados Pessoais, incluindo as condições de consentimento (artigos 5.0 a 11.0), aos Direitos dos Titulares dos Dados (artigos 12.0 a 15.0) e ainda ao Registo das Atividades de Tratamento (cfr. Artigo 30.º). Contudo, a complexidade, o esforço e o enorme desafio para todas as organizações, sem exceção, está na conformidade com os princípios e disposições previstos nos artigos 25.º e 32.º do Regulamento, destinados a promover a responsabilização das organizações, respetivamente: proteção de dados desde a conceção e por defeito; segurança do tratamento. A conformidade com estes dois artigos não é uma ação, é sim um processo que exige visão, recursos, planeamento e tempo de execução, pelas razões que procurei explicitar até aqui. É uma realidade incontornável que o período transitório previsto no Regulamento termina a 25 de maio de 2018, data a partir da qual se espera que vigore uma disciplina uniforme entre os vanos Estados-Membros da União Europeia. A privacidade e a segurança da informação relativa a dados pessoais são de facto apenas mais duas dimensões de risco a acrescentar ao ecossistema global de uma organização, a contemplar num “Referencial de Gestão Integrada do Risco”, que se requer multidisciplinar e parte integrante das disciplinas internas de gestão de uma organização. É esta a mudança no paradigma de gestão que se impõe às organizações em Portugal.

Uma questão prática: como é que se exige que um terceiro – sem qualquer relação contratual com o consumidor – seja obrigado a eliminar e a esquecer dados pessoais?
O Regulamento define dois conceitos, o de Responsável pelo tratamento de dados, que “determina as finalidades e os meios de tratamento dos dados pessoais”, e o de Subcontratante, que “trata os dados pessoais por conta do Responsável pelo tratamento e de acordo com as suas instruções” (art. 28.º). O Regulamento introduz um novo papel e novas responsabilidades acrescidas para as entidades subcontratadas. Os Subcontratantes devem apresentar garantias de execução de medidas de segurança adequadas a proteger os direitos dos titulares dos dados e não podem contratar subcontratantes sem autorização do Responsável pelo tratamento de dados. O titular dos dados exerce os seus direitos, neles se incluindo o direito ao esquecimento, perante a entidade Responsável pelo tratamento de dados, assumindo obviamente que o tratamento de dados pelo Responsável é lícito nos termos previstos pelo RGPD. Na sociedade atual em que os dados e a informação neles contida é transmitida de forma voluntária pelos titulares, circulando através dos múltiplos canais e repositórios de dados distribuídos, etc., os comportamentos individuais podem conduzir lamentavelmente à abdicação de direitos. Neste ponto, acredito que é a educação a variável que fará a diferença…

Que papel devem ter as autoridades de supervisão?
O papel das autoridades de supervisão é fundamental e será um pilar do sistema. Os níveis de experiência, de organização e de preparação das autoridades de supervisão no quadro dos distintos países da UE é muito díspar. A capacidade e o efetivo exercício da função de supervisão dependem da adequação da estrutura organizativa, das competências internas, necessariamente multidisciplinares e obviamente dos meios financeiros, mas em resposta a um plano de alinhamento estratégico com um dado referencial, isto é, com um “modelo de supervisão alvo”, tecnicamente viável, face ao ponto de partida atual, e financeiramente sustentável. Em Portugal não precisamos de “inventar a roda”, temos que saber olhar criticamente para outras realidades, ver o que funciona e já deu provas de resultar.

Que desafios vem colocar a tecnologia blockchain à legislação de proteção de dados?
A tecnologia blockchain é algo ainda muito novo, com um espectro de aplicação potencial vastíssimo. A desintermediação na vida económica e no plano social poderá ser no limite total, com um impacto na sociedade, tal como a conhecemos hoje, ainda não previsível. Não tenho uma opinião formada, tenho apenas reflexões, as mesmas que me fazem pensar que a internet viabilizou as mesmas redes sociais que permitiram a “Primavera Árabe” e a Cambridge Analytics. A evolução tecnológica determinará a necessidade de revisão constante da regulação. Face à tecnologia blockchain, certamente não estaremos a falar no futuro do RGPD, mas sim de outra qualquer regulação.

E relativamente à inteligência artificial?
Ao contrário, a inteligência artificial já é uma realidade, mas ainda é uma tecnologia muito cara, daí a sua aplicação por enquanto restrita. Com a inteligência artificial, o software tem a capacidade de aprender com o comportamento humano. O exemplo mais fácil e intuitivo é o dos carros com piloto automático. Estes carros existem, porque o software programou-se a partir da leitura do modo de condução de humanos “bons condutores”, ou seja, os algoritmos matemáticos na inteligência artificial desenvolvem-se a partir da interação simultânea com o comportamento humano. Dito de outra forma, com a inteligência artificial os algoritmos do software incorporam o comportamento humano. Ora o comportamento é um código único do seu titular, e sendo um “bom comportamento” é um ativo do seu titular, porque passou a ter valor de mercado. Creio que na inteligência artificial o que está em causa em termos do Direito não é a proteção dos dados pessoais dos titulares, mas sim a “incorporação de direitos” na construção do software, pelos proprietários dos “bons comportamentos”. Se os proprietários dos “bons comportamentos” são os seres humanos, claramente terá que ser a tributação específica e diferenciada a via de resolução da incorporação de Direitos do Homem no software com inteligência artificial. Para isso a economia desenvolveu no passado a “Teoria das Externalidades”. Atividades económicas com externalidades negativas sofrem impostos acrescidos, por outro lado, atividades económicas com externalidades positivas devem ter benefícios ou redução de impostos. A inteligência artificial aplicada à saúde tem valor social, noutros casos causará impactos sociais negativos e o que está em causa é o desemprego. A inteligência artificial obrigará as sociedades a repensar a tributação, a qual terá que cumprir a sua função redistributiva. A teoria económica existe e já é antiga, a sua aplicação será uma questão política.Este é o papel fundamental dos sistemas de informação: tornar possível formas inovadoras de interação e de gestão, com mais e mais detalhada informação sobre os clientes, com a possibilidade de personalizar as ofertas ao nível quase individual e de acompanhar em tempo real a evolução do negócio. E, fundamentalmente, tornando possível a qualquer empreendedor com visão e arrojo, lançar o seu projeto a uma escala global.

Share on linkedin
Share on facebook

Askblue facturou 4,7 milhões em 2017

Equipa Askblue

AskBlue facturou 4,7 milhões em 2017

A consultora alargou a sua actividade ao sector segurado, da Saúde, distribuição, Administração Pública e utilities.

A AskBlue registou em 2017 um volume de negócios de 4,7 milhões de euros, parte da qual já realizada noutros sectores daquele da banca. Durante o ano passado, a consultora alargou a sua actividade aos segmentos segurador, da Saúde e da distribuição, Administração Pública e utilities.

No decurso do ano transacto, a empresa desenvolveu, entre outros, projetos nas áreas de
mobilidade, desenvolvimento aplicacional de excelência, digitalização e automatização de
processos de negócio, detalha um comunicado. Para sustentar o crescimento do negócio, a equipa de profissionais da AskBlue, com perfil maioritariamente sénior, cresceu para um total próximo dos 150 consultores.

Por último, dando continuidade à aposta estratégica feita no ano anterior, 2017 permitiu também aprofundar e alargar as parcerias estabelecidas com empresas como a OutSystems e a Computer Associates. “Reforçámos as parcerias estabelecidas na sequência do forte crescimento registado em 2016, e criámos bases sólidas para um crescimento sustentado nos próximos anos”, para Pedro Nicolau, CEO da AskBlue.

A aposta da consultora nas referidas parcerias enquadra-se na sua estratégia de crescimento e internacionalização, com potencial de contribuírem para criar uma “base sólida de entrada em competitivos mercados” estrangeiros, visando “a exportação de recursos especializados” nas tecnologias dos parceiros.

A AskBlue quer reforçar as competências internas das equipas de consultores, apostar contratação e formação de recém-licenciados.

Actualmente a consultora mantém três unidades de negócio: consultoria de negócio, consultoria
tecnológica e outsourcing especializado. A estrutura funciona com base em competências
comerciais e técnicas, procurando criar sinergias em competências e proporcionar um serviço
ao cliente mais especializado e eficiente.

De acordo com a empresa, as suas prioridades para o corrente ano são manter o foco na qualidade de serviço e crescer em todas as unidades de negócio. “Para o conseguir, a empresa irá reforçar as competências internas das equipas de consultores, apostar contratação e formação de recém-licenciados através de um bem-sucedido programa de estágios e manter o investimento em ferramentas e metodologias de apoio aos projetos”, diz um comunicado.

 
Share on linkedin
Share on facebook

Askblue prevê receitas de 6 milhões em 2018 e olha internacionalização

Pedro Nicolau CEO Askblue

AskBlue prevê receitas de 6 milhões em 2018 e olha internacionalização

A consultora portuguesa AskBlue prevê crescer 30% em volume de negócios em 2018 e planeia dar este ano os primeiros passos no mercado internacional.

A portuguesa AskBlue, consultora de negócio e tecnológica, prevê crescer perto de 30% e atingir receitas de seis milhões de euros em 2018, ano em que vai dar os primeiros passos no mercado internacional. Pedro Nicolau, presidente executivo da consultora, afirmou, em entrevista ao Dinheiro Vivo, que o Centro e Norte da Europa são o foco da AskBlue na internacionalização, não excluindo a abertura de um escritório no exterior, no futuro.

Depois de, em 2016, a consultora ter duplicado em número de colaboradores e volume de negócios – para os quatro milhões de euros -, o ano passado foi de melhoria da eficiência da companhia e de consolidação. “O ano de 2017 foi um ano de consolidação. E, mesmo assim, foi um ano em que crescemos 20% e, preparamo-nos, para, em 2018, continuar a crescer em volume de negócios e número de pessoas”, afirmou em entrevista ao Dinheiro Vivo. “Temos boas perspetivas para 2018. O mês de janeiro foi o melhor mês da companhia em termos de volume de negócios. O nosso objetivo é chegar aos seis milhões de euros em 2018. Eu diria que, pelo que se viu em janeiro, não será um objetivo muito difícil”, disse. A AskBlue fechou 2017 com um volume de negócios de cerca de 4,7 milhões de euros e 130 colaboradores. A consultora criada em 2013 por quatro sócios – Pedro Nicolau, Sofia Bastos Santos, Rui Couto e Ana Rosado-, emprega atualmente cerca de 150 colaboradores e tem resultados positivos desde o ano de 2014. Além de fornecer serviços de consultoria de negócio e tecnológica também fornece outsourcing especializado, sendo esta a área que mais contribui para a faturação da AskBlue.

Internacionalização

O ano de 2018 será marcado pelo avanço para outros mercados. “Este ano vamos dar os primeiros passos e queremos fazer já alguns projetos no mercado internacional e em 2019 vamos com certeza desenvolver o mercado internacional”, disse Pedro Nicolau. A internacionalização será feita de mão dada com parceiros mas também com a oferta da própria consultora, que conta com parcerias com companhias de relevo, como a Computer Associates, Workfusion e a portuguesa OutSystems.

A consultora tem em três dos seus fundadores a experiência passada no setor da consultoria. No caso de Pedro Nicolau, passou pela Deloitte e pela Reditus Consulting. A AskBlue conta com cerca de 20 clientes, sobretudo no setor financeiro, com destaque para um projeto que desenvolveu para o Banco CTT. No entanto, alargou a sua área de atividade e conta agora com clientes na área da distribuição e saúde, além do setor segurador e administração pública. “A evolução neste ano que passou deu-se no alargamento a outros setores e a outros clientes, e no crescimento registado, em pessoas, parcerias e projetos. E a manutenção de uma excelente taxa de retenção dos membros da equipa AskBlue, um facto pouco comum no setor”, afirmou o mesmo responsável. Já teve interessados em adquirir a companhia, mas o objetivo da AskBlue é continuar a ‘solo’. “Acabámos por não mostrar interesse (em ser adquiridos) porque achamos que estamos bem sozinhos, conseguimos crescer sozinhos e é importante ter empresas portuguesas neste setor”, disse Pedro Nicolau.

Share on linkedin
Share on facebook

Askblue duplica faturação em 2016

Gráfico de Crescimento Asjblue

AskBlue duplica faturação em 2016

A empresa nacional de consultoria terminou o ano de 2016 com uma faturação aproximada de 4 milhões de euros, o que representa um crescimento para o dobro em relação ao ano anterior.

De acordo com a AskBlue, os bons resultados são o reconhecimento das competências e qualidade da equipa, assim como da aposta estratégica em parcerias e entrada em novas áreas de negócio.

Em 2016, a empresa desenvolveu projetos nas áreas de mobilidade, eficiência operacional, análise de informação e qualidade de software, entre outras, e apostou em novas parcerias com a Outsystems, Qlik, Computer Associates e Workfusion.

Além da faturação, a consultora cresceu também em volume de negócios, obtendo novos clientes e consolidando o crescimento da sua oferta comercial. Tudo isto originou que a equipa tenha também aumentado, contando agora com 120 profissionais.

“Temos vindo a crescer de forma consolidada desde a criação da empresa, sendo que o ano passado representou um marco importante no desenvolvimento da nossa operação, com a entrada de novos parceiros e alargamento da oferta, que nos permitem encarar o próximo ano com segurança e otimismo”, referiu, em comunicado, Pedro Nicolau, CEO da AskBlue.

No que concerne a 2017, as perspetivas da empresa são da continuação do crescimento em volume de negócios em todas as ofertas.

Share on linkedin
Share on facebook

Askblue duplica no ano passado e atinge receitas de 4 milhões de euros

AskBlue duplica no ano passado e atinge receitas de 4 milhões de euros

Com o arranque ultrapassado com sucesso, a AskBlue avança agora para uma outra etapa de crescimento e de alargamento das áreas de operação. Satisfeita com o ritmo de crescimento, a consultora também coloca na agenda a internacionalização.

As receitas da consultora tecnológica e de negócio AskBlue quase duplicaram, no ano passado face a 2015, atingindo quatro milhões de euros, revelou ao Jornal Económico o CEO da empresa, Pedro Nicolau.

Pedro Nicolau refere que estes resultados traduzem um “forte crescimento” da operação.

Em 2016, destacou-se a parceria com o Banco CTT. O envolvimento da AskBlue passou por serviços de consultoria de negócio e operacional, mas também por consultoria em sistemas de informação para assegurar o funcionamento, e ainda, operacionalização de processos de backoffice.

Já sobre 2017, o responsável avança que têm vindo a crescer de forma consolidada e a alargar a operação. “Prevemos a continuação da tendência de crescimento em volume de negócios em todas as ofertas”. Como resultado, acrescenta, a equipa de consultores, com perfil maioritariamente sénior, cresceu para um total de 120 profissionais.

Ainda sobre o futuro a curto prazo, Pedro Nicolau esclarece que a Askblue não nasceu apenas para Portugal. “É natural que, fruto da evolução da oferta e dos clientes com que temos vindo a trabalhar, venham a surgir novas oportunidades de crescimento e de projetos, também em mercados internacionais. Esse é claramente um objetivo para o ano em curso e também para 2018”, reforça.

A Askblue nasceu em 2013 com oferta em três áreas: Negócio, TI e Outsourcing Especializado. Estas três áreas foram delineadas logo desde o início da atividade da empresa e são lideradas por cada um dos restantes sócios fundadores: a área de negócio é liderada pela Sofia Bastos Santos, a de TI pela Ana Rosado e o Outsourcing Especializado pelo Rui Couto. A justificar esta opção, o responsável salienta que são áreas complementares, com sinergias entre si. “Podemos iniciar a relação com um cliente pela área de negócio, por exemplo num projeto de diagnóstico de conformidade com a nova regulamentação de proteção de dados e, numa segunda fase, apoiar o cliente com projetos de transformação tecnológica, exigindo o envolvimento das áreas de TI e Outsourcing”, esclarece.

Share on linkedin
Share on facebook

Banco CTT está preparado para enfrentar as fintech

Banco Ctt

Banco CTT está preparado para enfrentar as fintech

Começar sem sistemas legados é vantagem clara, mas não sem os desafios de se criar uma estrutura nova sem re-aproveitamentos, explica Pedro Nicolau, CEO da AskBlue.

A AskBlue foi uma das consultoras envolvidas na implantação dos sistemas de informação do Banco CTT. Numa parceria “tecnológica e operacional” colocou uma equipa multidisciplinar de consultores com competências em tecnologias e processos, ao serviço de um projecto para criar um “banco de digital de raiz”.

Embora num projecto livre de sistemas antigos e desadequados, subjacente a quase todos os desafios estavam os requisitos de salvaguardar a simplicidade de soluções, como as de processos de abertura de conta e registo de cliente.

Tinham de ser próximas dos clientes, fáceis de entender e de usar, além da obrigatória eficiência focada nos custos. Mas além disso, a operacionalização dos processos de backoffice é factor crítico, explica em entrevista Pedro Nicolau, CEO da consultora.

Computerworld ‒ Quais foram os principais desafios que tiveram de resolver no projecto de implantação de um sistema de informação novo num banco?

Pedro Nicolau ‒ Um projecto de desenvolvimento do sistema de informação core de um novo banco tem desafios muito significativos porque se começa do zero. Tudo tem de ser decidido, desenhado e implementado. Não existe reaproveitamento de aplicações. Estes projectos têm sempre uma componente de negócio muito importante.

Antes de começar a configurar / desenvolver um sistema novo, é necessário ter bem presente e definida a oferta de produtos e serviços, os processos de backoffice/agência, as funcionalidades do sistema, requisitos regulatórios e fluxo de informação com outras entidades, nomeadamente a SIBS. Para conseguir incorporar todas estas especificações no novo sistema de informação, é necessário ter uma equipa de trabalho multidisciplinar com competências aprofundadas, seja no negócio bancário, seja ao nível técnico das aplicações de software.

CW ‒ O facto de não haver sistemas legados já é uma vantagem, mas como é que os sistemas do banco foram preparados para enfrentar a concorrência das fintechs?

PN ‒ A não existência de sistemas legados permite que se possa conceber um novo sistema sem restrições à partida. Obviamente, que é necessário fazer sempre opções de gestão e avaliar nos pratos da balança o respectivo custo versus benefício, mas o facto de não existir histórico permite que se possa construir um novo sistema a pensar no futuro e não agarrado e dependente de opções passadas.

Hoje em dia, estão disponíveis novas tecnologias a custos mais baixos, com outras capacidades e mais flexíveis. O desafio das fintechs passa muito pela digitalização e desmaterialização de muitos processos. Ao nascer como um banco digital de raiz, o Banco CTT está preparado para responder a estes desafios.

CW ‒ Do vosso ponto de vista quais são as principais vantagens dos sistemas de informação do banco, em termos genéricos? Que tecnologias sustentam essas vantagens?

PN ‒ Não comentamos as opções de sistemas de informação do Banco CTT.

CW ‒ Como é que a operacionalização de processos de backoffice poderá gerar vantagens competitivas num banco actualmente?

PN ‒ A operacionalização dos processos de backoffice de uma forma optimizada e minimizando o risco operacional é um factor crítico de sucesso para os bancos. É através de uma operacionalização adequada dos processos que se conseguem, por um lado, atingir níveis de serviço ao cliente excelentes e, por outro lado, reduzir custos operacionais, permitindo aos bancos posicionarem-se no mercado de forma competitiva.

Mais uma vez, é importante que, na fase de desenho e implementação dos processos, sejam envolvidos especialistas técnicos com conhecimento técnico e de negócio bancário de modo a tomar as decisões correctas.

Share on linkedin
Share on facebook

Banco CTT escolhe Askblue para implementar projeto tecnológico

Banco CTT escolhe AskBlue para implementar projeto tecnológico

A AskBlue, consultora tecnológica e de negócio, é a responsável pela implementação do projeto tecnológico do Banco CTT baseado nas tecnologias e sociedade atuais

Sem qualquer historial no setor financeiro, o Banco CTT apostou, sobretudo, na simplicidade, tendo optado por uma abordagem tecnológica, procurando permitir a qualidade de serviço de excelência ambicionada.

“Este projeto nasce do zero, sem legacy quer na sua oferta quer nos sistemas que tem vindo a implementar. Desde o início pretende dotar-se de soluções simples e próximas dos clientes, fáceis de entender e de usar, e com uma liderança na eficiência, traduzida em custos fortemente competitivos. Tem por base uma proposta de valor de simplicidade, transparência e proximidade e continua a dotar-se de soluções tecnológicas inovadoras, que permitam uma qualidade de serviço distintiva do mercado”, refere o Doutor Luís Amado, administrador com o pelouro dos Sistemas de Informação do Banco CTT.

A AskBlue, uma consultora tecnológica e de negócio, com uma equipa com experiência na realidade e necessidades do sistema financeiro nacional, foi uma das entidades selecionadas como parceira para assessorar a implementação deste projeto. O empenho das equipas da AskBlue e a capacidade demonstrada em cumprir os exigentes requisitos deste projeto on time and on budget foram outros aspetos fundamentais na análise efetuada e na atribuição destes projetos, os quais englobaram, para além da consultoria de negócio e operacional, a consultoria em sistemas de informação para assegurar o seu funcionamento e, por último, a operacionalização de processos de backoffice.

“A participação neste projeto foi um desafio que aceitámos de bom grado, até porque não existe em tempos recentes um projeto financeiro com esta dimensão e ambição em Portugal. A AskBlue é uma empresa jovem, mas com uma experiência muito forte das suas equipas no setor financeiro, e continuaremos a apostar na excelência, qualidade e accountability das nossas equipas para merecer a preferência do Banco”, salienta Pedro Nicolau, CEO da AskBlue.

A AskBlue recorreu a uma equipa multidisciplinar de consultores com as competências necessárias em tecnologias e processos fundamentais para um banco digital, enquadrados na realidade digital do banco.

O Banco CTT nasce da evolução natural dos serviços financeiros já prestados pelos CTT e traz consigo uma história e experiência com mais de 500 anos. Lançou-se no mercado no dia 18 de Março de 2016, com uma proposta que assenta em valores de confiança, solidez, proximidade, simplicidade e inovação. O Banco CTT dirige-se a todos os portugueses e pretende inovar pela oferta simples e competitiva dos seus produtos. Atualmente conta com 100 lojas abertas, prevendo-se chegar às 200 lojas até ao final do ano.

Share on linkedin
Share on facebook