A askblue desenvolveu duas importantes aplicações para a Fundação José Neves

Aplicação askblue para a fundação José Neves

A askblue desenvolveu duas importantes aplicações para a Fundação José Neves

A Fundação José Neves (FJN) é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão transformar Portugal numa sociedade do conhecimento.

No link abaixo podem ler o case study publicado pela Outsystems, que conta a história de como a equipa askblue desenvolveu duas importantes aplicações para a FJN em menos de seis meses.

Share on linkedin
Share on facebook

Plataformas mais eficazes e interações online banais: “as mudanças vieram para ficar, não tenhamos ilusões”

foto miguel freire

Plataformas mais eficazes e interações online banais: “as mudanças vieram para ficar, não tenhamos ilusões”

O modelo nearshore adotado para o askblue technology center é o ideal para o momento atual, diz a empresa. Os pedidos têm vindo a crescer nas mais diversas geografias, mas há desafios. A falta de recursos com competências tecnológicas é um deles.

Lançado em maio de 2019, o askblue technology center está distribuído por três localizações distintas – Lisboa, Instituto Pedro Nunes em Coimbra e Terceira, nos Açores. É apresentado como um centro de suporte focado na manutenção evolutiva e corretiva, bem como de suporte, de aplicações, maioritariamente em tecnologias OutSystems e/ou .NET/SQL.

Existe para “apoiar os clientes da askblue na evolução aplicacional das suas soluções tecnológicas, libertando-os para se concentrarem no negócio”, destacou Miguel Freire, partner da askblue, em entrevista ao SAPO TEK.

Por princípio remoto, este centro de suporte tem vindo a ganhar clientes, pelos procedimentos e metodologias desenvolvidos que preveem uma gestão e acompanhamento à distância numa altura em que se evita o contacto presencial, mas também beneficiado pela localização geográfica de Portugal, que “pode facilmente prestar serviços a qualquer país na Europa, com pequenas diferenças horárias e maior facilidade de gestão das (pequenas) diferenças horárias”.

Também há a “excelência das competências técnicas”, mas aí nem tudo são rosas, uma vez que a escassez de recursos se antevê como um problema, dificultando a capacidade de atrair e reter talento. Miguel Freire aponta alguns conselhos neste capítulo e antevê desafios noutros, sem deixar de pensar em soluções.

SAPO TEK: A que metas se propuseram quando criaram o askblue technology center? Estão a ser cumpridas?

Miguel Freire: O ATC encontra-se integrado na unidade de Operações, que é uma aposta estratégica da empresa e que integra duas áreas distintas – Application Management (recursos dedicados num Cliente) e o askblue technology center (ATC), com recursos partilhados entre vários clientes. As características distintivas desta unidade são, para além do foco nas tecnologias mais utilizadas pelos clientes, a metodologia específica desenvolvida para a apropriação do desenvolvimento efetuado por outras organizações para os clientes, e da tecnologia subjacente, para assegurar a manutenção evolutiva e corretiva dos sistemas implementados, o que permite assegurar a operação e estender o prazo de vida útil das aplicações, reduzindo a necessidade de investimentos significativos na sua substituição. O ATC apoia ainda no reforço de capacidade, liderado por um dos seus Team Leaders.

O objetivo subjacente à criação do ATC está a ser inteiramente cumprido, com o foco na plataforma low-code da OutSystems e em tecnologias .NET/SQL. A prestação de serviços de nearshore  tem continuado a registar uma procura assinalável, que levou ao alargamento desta operação para a Ilha Terceira, nos Açores. No total, o ATC já emprega quinze profissionais altamente especializados que servem clientes em diferentes geografias, e prevemos que venha a aumentar o seu peso no total da operação da empresa ao longo de 2021, à medida que mais empresas venham a necessitar de atualizar o seu parque aplicacional para responder aos desafios da transformação digital.

SAPO TEK: A pandemia trouxe mudanças ao que tinham planeado? Houve alterações de estratégia e/ou funcionais?

Miguel Freire: O modelo nearshore adotado para este centro de excelência é o ideal para uma situação como a que atualmente atravessamos, dado que todos os procedimentos e metodologias desenvolvidos preveem uma gestão e acompanhamento remotos, para a prestação de um serviço de excelência na manutenção e evolução aplicacionais.

“ALGUMAS DAS CONSEQUÊNCIAS DA SITUAÇÃO ATUAL, E QUE IRÃO PERDURAR, VÃO BENEFICIAR EMPRESAS COMO A ASKBLUE, QUE CRIARAM PROCEDIMENTOS E METODOLOGIAS HÍBRIDAS PRESENCIAIS/REMOTAS DE GESTÃO E ACOMPANHAMENTO DA MANUTENÇÃO APLICACIONAL”

SAPO TEK: Uma vez que têm um modelo de prestação de serviço remoto, trouxe mais clientes? Ou trouxe mais concorrência?

Miguel Freire: Neste momento, o ATC tem vindo a crescer em resposta a pedidos de mais clientes das mais diversas geografias. O facto de Portugal ter vindo a conseguir atrair cada vez mais talento e prestígio com projetos e empresas tecnológicas de referência nas mais diversas áreas tem permitido colocar o país de forma crescente no mapa para empresas de todo o mundo que procurem serviços de excelência para as suas plataformas tecnológicas.

A askblue é também reconhecida da sua capacidade de implementação de projetos nas tecnologias no âmbito do ATC, bem como na gestão dedicada da aplicações (AM), pelo que os desafios e solicitações têm crescido, numa sinergia de oportunidades de colaboração.

SAPO TEK: Que argumentos pode ter uma empresa em Portugal face à restante oferta global de serviços do mesmo género?

Miguel Freire: Há várias vantagens que as empresas nacionais podem ter face aos tradicionais prestadores de serviços globais. Primeiro, o fator proximidade é importante, Portugal pode facilmente prestar serviços a qualquer país na Europa, com pequenas diferenças horárias e maior facilidade de gestão das (pequenas) diferenças horárias. Em segundo lugar, a excelência das competências técnicas, seja da askblue que é Elite Partner da Outsystems e gere aplicações críticas e de dimensão em .NET (e, por exemplo, JAVA), mas também de outros players nacionais de referência, e que é reconhecida já em mercados Internacionais. Depois, temos um excelente nível de Inglês nos nossos profissionais da área, os quais podem facilmente integrar-se em quaisquer projetos, uma vez que o Inglês é seguramente o idioma de eleição nesta área. E também existe um fator de competitividade via preço/qualidade em Portugal, que não sendo o principal, constitui ainda um fator relevante na escolha.

SAPO TEK: Sentem que a “resistência” que se fazia sentir por parte de algumas empresas relativamente à contratação de prestação remota de serviços diminuiu com a pandemia? Poderá ser algo temporário, face às contingências, ou é um “sentimento” que veio para ficar?

Miguel Freire: As mudanças vieram para ficar, não tenhamos ilusões.

“AS PLATAFORMAS VÃO TORNAR-SE MAIS EFICAZES, AS INTERAÇÕES ONLINE IRÃO BANALIZAR-SE, E OS PROCEDIMENTOS E METODOLOGIAS CRIADOS PARA ASSEGURAR O WORKFLOW DOS PROJETOS NUM MODELO REMOTO IRÃO FICAR E MOSTRAR-SE MAIS EFICIENTES”

Não irão substituir toda a interação física, que naturalmente ainda é a preferencial, mas podemos reservar essas interações para situações específicas que assim o exijam, a exemplo do que já acontece com diferentes serviços, em que reservamos o contacto presencial sempre que se justifique e quando a situação atual o voltar a permitir.

SAPO TEK: Como olham para a questão da falta de recursos com competências tecnológicas? Preocupa-vos? O que anteveem? Há solução? Como pode ficar Portugal?

Miguel Freire: Esse é claramente um problema que antevemos, e que irá dificultar o crescimento do setor no nosso país. A requalificação de profissionais de outras áreas, a aprendizagem ao longo da vida para quem já está no setor, e mostrar aos jovens as oportunidades de trabalho que existem para quem quiser desenvolver uma carreira em tecnologias de informação, são algumas das iniciativas que podem ser feitas para mitigar esta lacuna, que não irá desaparecer facilmente. A askblue investe bastante na formação, nomeadamente inicial, o que permite uma evolução rápida e sustentada dos seus colaboradores e, portanto, prestar serviços com recursos internos. Seremos tão competitivos quanto a nossa capacidade de atrair e reter talento de excelência em Portugal.

SAPO TEK: Que outros desafios enfrenta o vosso setor neste momento?

Miguel Freire: A área de consultoria tecnológica tem principalmente o desafio de assegurar a sua capacidade de trazer os melhores profissionais para servir os seus clientes e de criar as necessárias competências nas mais recentes tecnologias e soluções, como é o low-code, a analítica, Service Design/UX/UI, voto eletrónico, entre outras que irão ganhar predominância no futuro próximo.

SAPO TEK: Que balanço fazem da vossa atividade nesta altura?

Miguel Freire: Estamos profundamente satisfeitos com os resultados que temos conseguido. Esperamos terminar o ano dentro das previsões, que já eram de um crescimento ambicioso. A nossa capacidade de transformar os desafios de negócio em avançadas soluções tecnológicas tem sido reconhecida pelos clientes, que depositam a sua confiança nos nossos serviços e profissionais.

SAPO TEK: Como acham que vai evoluir? O que anteveem para o próximo ano?

Miguel Freire: Acreditamos que o próximo ano será um ano desafiante, e estamos a preparar as nossas equipas para responderem de forma célere e sustentada aos desafios apresentados pelos nossos clientes. As empresas que o possam fazer irão acelerar os processos de transformação digital, existirá uma maior concorrência no espaço digital, e as empresas que consigam criar experiências de utilização mais sofisticadas e interativas para os seus clientes irão sair beneficiadas. Na askblue acreditamos que temos as competências e conhecimentos para ter um papel determinante em criar essas soluções da forma mais adequada para cada Cliente.

Share on linkedin
Share on facebook

Como gerir o talento tecnológico: as características mais importantes nos gestores (mas também nos colaboradores)

Como gerir o talento tecnológico: as características mais importantes nos gestores (mas também nos colaboradores)

Em bom português, a expressão popular – “para dar e vender” – caracteriza a abundância de algo. Conjugá-la no contexto do talento tecnológico parece quase um contrassenso. Seria, talvez, mais apropriado dizer-se quase o oposto, o que nos permite reconhecer a importância indubitável de dois vectores cruciais na gestão do talento tecnológico: captação e acompanhamento.

Em bom português, a expressão popular – “para dar e vender” – caracteriza a abundância de algo. Conjugá-la no contexto do talento tecnológico parece quase um contrassenso. Seria, talvez, mais apropriado dizer-se quase o oposto, o que nos permite reconhecer a importância indubitável de dois vectores cruciais na gestão do talento tecnológico: captação e acompanhamento.

No mundo das consultoras, que eu integro e aqui represento, existe uma forte competitividade  na captação de bons recursos tecnológicos, assumida em múltiplas abordagens que outras pessoas conhecerão e saberão caracterizar bem melhor do que eu. Prefiro, por isso, e porque estou mais próximo da outra perspectiva, focar-me em discutir o que entendo serem alguns dos pontos mais relevantes a observar num colaborador, não só relativamente ao reconhecimento do seu valor, mas também na gestão do seu potencial de evolução, numa perspectiva de carreira. A meu ver, capacidade técnica, responsabilidade, habilidade de comunicação e espírito de equipa, sem ordem específica, constituem o mapa de atributos essenciais.

Naturalmente que, dos pontos anteriores, a capacidade técnica assume preponderância elevada, uma vez que se “não se fazem omeletes sem ovos”, também não é possível pensar numa carreira tecnológica sem capacidade técnica. Mas, sabendo que existem competências inatas, como habilidade de raciocínio lógico ou pensamento analítico, e outras adquiridas, é neste segundo ponto que temos maior margem de actuação enquanto responsáveis por equipas e pelas suas carreiras. Saliento, naturalmente, a vasta experiência que lhes podemos passar, mas também o facto de que tecnologias e ferramentas aprendem-se, sendo sempre possível identificar quais melhor servem as necessidades e motivações de cada um, e com isso definir um plano de formação positivo, adequado, e que mobilize o entusiasmo das pessoas.

Posteriormente, destaco também a responsabilidade incutida no trabalho diário, porque só conseguimos executar algo de real valor quando nos aplicamos com seriedade e brio profissional. Mas, novamente, sendo este um factor revelador da maturidade individual, não deixa de ser algo variável em função da idade, experiência e até personalidade de cada um, e é igualmente um ponto em que o acompanhamento sénior é crucial para ajudar a moldar as pessoas a um perfil de maior competência.

Enquanto gestores de equipas, temos de ser um pouco de tudo, e entender as particularidades individuais. Recordo exemplos desde os que necessitavam de ser desafiados para atingir o seu potencial, aos que carecem de uma palavra regular de confiança e apreço, aos que evoluíram em função da responsabilização exigida… Todos eles distintos, todos casos de sucesso, alicerçado numa abordagem diferenciada, exigência assertiva e na liderança pelo exemplo.

No capítulo de soft skills, cuja importância acredito estar associada não tanto ao conteúdo do trabalho mas sim à forma como é executado, destaquei comunicação e espírito de equipa porque com a agenda preenchida que nos afecta a todos, é essencial que façamos bom uso do tempo que temos. Com esse objectivo, é necessário que as equipas troquem informação com eficiência e assertividade, e que se fomente a entreajuda como ingrediente nevrálgico para o sucesso, que frequentemente observo estar associado à capacidade de abstração do indivíduo em favor da chamada big picture”. Nesse sentido, é papel do gestor de equipa estabelecer o diálogo, questionar as pessoas,  desafiá-las a pensar por uma outra perspetiva e abraçarem uma postura diferente, focada na equipa e nos objetivos comuns.

Concluindo, é evidente que os tópicos que apresentei e discuti neste artigo não são ciência exacta, e descrevem muito da minha própria experiência, e da dinâmica de trabalho que fui criando em conjunto com as diferentes pessoas que tenho tido o privilégio de gerir. Ainda assim, creio ser uma reflexão pertinente, porque cada vez mais sinto que, neste âmbito, a diferença entre o sucesso e o seu oposto se prende por pequenos detalhes, pelo que não há nada que mais recomende do que sermos muito atentos, observadores, e preocupados em assegurar não só o nosso caminho, mas muito também o dos que nos rodeiam e ajudam a chegar onde queremos em equipa. Dessa forma, talvez nunca nos seja possível dizer que temos talento “para dar e vender”, mas quiçá possamos sempre ter o suficiente para fazer o que realmente nos compete: “dar e vender” qualidade aos nossos clientes.

Por André Monteiro, gestor de equipa na askblue

Share on linkedin
Share on facebook

askblue já contratou 84 profissionais em 2020

askblue já contratou 84 profissionais em 2020

O askblue technology center dispõe agora de uma nova equipa sedeada na Ilha Terceira, que se junta às de Coimbra e Lisboa.

A  empresa nacional de consultoria reforçou, este ano, a sua equipa com 84 novos colaboradores para dar continuidade ao crescimento resultante de novos projectos, sobretudo internacionais.

Uma das áreas em que a askblue registou um crescimento significativo em 2020 foi a de operations, nomeadamente ao nível do serviço de application management, que actua na manutenção evolutiva e suporte de aplicações core do cliente e o askblue technology center (ATC). Este último é um centro de apoio focado na manutenção evolutiva de projectos, especialmente em tecnologias OutSystems e/ou .NET/SQL, que ganhou uma nova equipa na Ilha Terceira, Açores. Com esta nova localização, o ATC representa um total de trezentos colaboradores.

Segundo a empresa, «desde a sua génese que existe uma aposta clara em incorporar e formar perfis juniores, para que venham a crescer na empresa, nas áreas de consultoria, seja tecnológica ou de negócio», num clara aposta na formação, que se tem traduzido numa «elevada taxa de retenção».

Pedro Nicolau, CEO da askblue, explica o sucesso da empresa: «O crescimento sustentado que temos vindo a registar é um testemunho da qualidade do trabalho desenvolvido nos projectos e do reconhecimento por parte dos nossos clientes, que nos deixa especialmente orgulhosos. Temos uma aposta estratégica na qualificação e retenção das nossas equipas, em procurar quer a sua excelência profissional, quer a sua satisfação individual, que acreditamos serem duas componentes do sucesso atingido até à data, e que tencionamos manter».

Share on linkedin
Share on facebook

A transformação digital está morta! Viva a transformação (digital)

A transformação digital está morta! Viva a transformação (digital)

A transformação digital não é um fim em sim mesmo, mas uma forma de suportar a transformação do negócio

– Pai, eu quero ser youtuber!, afirma o filho, de 12 anos.
– Então, Diogo, não queres antes jogar como o Cristiano?
– Não, pai! Eu quero uma profissão digital!
Um influencer não está preocupado com a tecnologia digital do YouTube nem conhece os métodos analíticos e os algoritmos de inteligência artificial que promovem as suas publicações. A sua principal preocupação são os seus conteúdos e a sua audiência. De forma semelhante, um colaborador de uma empresa não deverá estar preocupado com a tecnologia digital que o suporta, mas sim com o seu negócio.

A transformação digital não é um fim em si mesmo, mas uma forma de suportar a transformação do negócio que deve ter por base as necessidades e respetivas jornadas de cliente. Quando está orientada para o negócio, deverá sempre ser iniciada com um fim em vista: melhorar a experiência de cliente, tornar um processo mais eficaz e/ou eficiente, melhorar a qualidade, etc.

Transformar com as pessoas

São as pessoas que transformam as empresas. Num programa de gestão da mudança, o envolvimento, desde uma fase inicial, de pessoas de diferentes áreas (marketing, vendas, serviço ao cliente, sistemas de informação, etc.) e de diferentes formações (gestão, engenharia, direito, etc.) é um fator crítico de sucesso para a definição e utilização efetiva, pelos mesmos, da nova aplicação ou processo. A opinião dos diferentes stakeholders é tida em conta numa fase inicial e a solução é construída com e para eles. É também nesta fase que são “negociados” compromissos, como, por exemplo, o lançamento de uma primeira versão com um subconjunto das funcionalidades acordado e a evolução a partir daí.

A adoção das soluções pelos utilizadores é outro fator crítico do sucesso. Para a maximizar realizam-se normalmente várias sessões (agora virtuais) no início do projeto, durante uma semana, onde são criadas com os stakeholders as jornadas de cliente e as funcionalidades disponíveis para os perfis que vão utilizar a solução. Esta flexibilidade permite às pessoas dormir sobre o assunto e, não raras vezes, mudarem de ideias no dia seguinte.

Esta nova forma de entregar projetos começa com uma simples ideia (o típico “era giro…”), que se materializa, no final da primeira semana, num documento de requisitos e numa estimativa do esforço associado. Durante o desenvolvimento podem-se sempre ir fazendo correções/afinamentos, desde que avaliado o impacto das mesmas face às estimativas de esforço e plano apresentadas.

Esta abordagem tem tido grande aceitação entre os nossos clientes, em particular nos projetos desenvolvidos para o mercado norte-americano.

Transformar com ajuda de plataformas

No atual contexto, onde a única certeza é a necessidade de estar preparado para a mudança, é fundamental o recurso a plataformas para se poder ser mais ágil. O desenvolvimento de software não é exceção e a plataforma OutSystems foi utilizada para acelerar o desenvolvimento de vários projetos nossos, alguns dos quais premiados internacionalmente pela própria OutSystems.

No diálogo inicial, a resposta do Diogo é fictícia, com o propósito de suportar a narrativa. A resposta real foi: “O Wuant ganha mais que o Cristiano, quando ele tinha 12 anos.” Seria necessário todo um novo artigo para conhecer as plataformas envolvidas na transferência do dinheiro para o youtuber português e a própria transformação de que o setor financeiro está a ser alvo.

Por Carlos Costa Cruz, (digital) Transformation Lead, askblue

 
Share on linkedin
Share on facebook

Banco CTT cria portal de parceiros de crédito habitação com tecnologia OutSystems

Banco CTT cria portal de parceiros de crédito habitação com tecnologia OutSystems

Um portal que vai permitir que os mais de 500 intermediários de crédito possam submeter os pedidos de crédito de forma mais simples e rápida. A transformação permite análises quatro vezes mais rápidas e um aumento nas aprovações de créditos concedidos pelo Banco CTT.

A OutSystems,  foi a tecnologia escolhida, pelo banco CTT, para o desenvolvimento do primeiro portal de parceiros de acesso ao crédito habitação. Permitindo que os mais de 500 intermediários de crédito possam submeter os pedidos de crédito de forma mais simples e rápida. A transformação permite análises quatro vezes mais rápidas e um aumento nas aprovações de créditos concedidos pelo Banco CTT.

O parceiro da OutSystems, askblue, trabalhou durante seis meses para que o Banco CTT pudesse lançar a primeira plataforma de pedidos de crédito habitação por parte dos seus intermediários de crédito. “A união entre a visão e ambição do Banco CTT, as competências de negócio e técnicas da askblue e a tecnologia OutSystems, permitiram tornar o Banco CTT o pioneiro em Portugal, na disponibilização de uma solução verdadeiramente integrada nos processos dos Parceiros do Banco CTT.” Afirma Filipe Mestre – Gestor de Projeto na askblue.

Com apenas seis meses de funcionamento, a plataforma já demonstra resultados acima do esperado, nomeadamente no aumento do processamento de pedidos, nos ganhos de eficiência a nível de gestão e nas reações positivas por parte dos mais de 500 parceiros utilizadores.

“Conseguimos alcançar o nosso objetivo de sermos os primeiros a chegar ao mercado com esta solução e, utilizando a plataforma low-code da OutSystems, fomos capazes de criar uma experiência integrada e otimizada para todos os nossos parceiros que nos ajudam a crescer.” explica Luís Brites Santos, Diretor de Negócio Crédito à Habitação do Banco CTT.

Já para Rui Pereira, Co-fundador e Vice Presidente de Transformação Digital da OutSystems, “este é um projeto que demonstra bem o poder da OutSystems que, ao disponibilizar a sua tecnologia low-code, permitiu que a askblue pudesse desenvolver a plataforma em apenas seis meses. O resultado está à vista e o Banco CTT já está a beneficiar de importantes ganhos de eficiência.”

Todo o processo de pedido de crédito habitação por parte dos parceiros estava assente num fluxo de trabalho com emails e, querendo manter-se fiel ao seu posicionamento de agilidade, o Banco CTT, enquanto challenger bank recém-chegado ao setor da banca, quis criar um novo sistema para melhorar todo o processo. A nova plataforma surge assim com um foco especial nas necessidades dos consumidores e parceiros.

Share on linkedin
Share on facebook

Como criar uma cultura de aprendizagem para um mundo em mudança

Como criar uma cultura de aprendizagem para um mundo em mudança

A capacidade de adaptação e reinvenção de uma empresa, está relacionada com a capacidade de adaptação e crescimento dos seus colaboradores.

Quando iniciámos o ano, numa altura ainda pré-COVID, foi definido um plano para a formação como ferramenta competitiva na captação e retenção do talento. Com as alterações que 2020 nos tem trazido, considerámos que seria necessário rever a estratégia delineada.

Com um mundo em mudança, a forma como nos relacionamos e como trabalhamos alterou-se, aprendemos a trabalhar juntos à distância, a valorizar (ainda mais) o acompanhamento e desenvolvimento das nossas equipas. Revimos as nossas metodologias e estratégias e a própria forma como encaramos a gestão e a formação de recursos humanos sofreu, inevitavelmente, alterações.

Para algumas empresas, por exemplo na área tecnológica, embarcar nesta transformação digital de um dia para o outro foi relativamente simples. Arrumámos a nossa secretária, trouxemos o computador, despedimo-nos à distância e dissemos “até já” ao local que nos acolhe todos os dias. Para outras empresas, esta mudança implicou uma reformulação completa da sua forma de trabalho.

Ao nível da formação, tanto os departamentos de formação/desenvolvimento das empresas como as próprias empresas de formação tiveram de reagir rapidamente, rever e adaptar os planos efectuados, definir novas modalidades e prioridades. Entrámos num mundo mais digital, onde o formato live-training ganhou protagonismo, uma vez que, sendo em real time, continua a assegurar um acompanhamento directo dos formandos, o esclarecimento de dúvidas e a dinâmica na relação entre o formador e os formandos. Assistimos também à proliferação de webinars e eventos 100% online.

O negócio adaptou-se e nós adaptámo-nos com ele. Ou terá sido o contrário?

É aqui que a formação se revela uma ferramenta importante. A capacidade de adaptação e reinvenção de uma empresa, está relacionada com a capacidade de adaptação e crescimento dos seus colaboradores. Investir não só em formação contínua, mas numa cultura de aprendizagem, contribui para que os colaboradores tenham a oportunidade de desenvolver as suas competências de forma transversal e sustentada, sejam elas técnicas, metodológicas ou comportamentais.

O aumento de iniciativas em modo digital, trouxe-nos também o reconhecimento da importância da formação tecnológica no seio das empresas. É preciso, cada vez mais, encarar a formação tecnológica, não só numa perspectiva de requalificação/reconversão profissional, como tem sido aposta de muitas empresas e instituições de ensino, mas como uma forma de adaptar as mais diversas funções a um mundo em constante mudança. É essencial garantir que os colaboradores, independentemente da área e sector em que trabalham, têm a proficiência tecnológica necessária seja para trabalhar remotamente, seja para se adaptarem a novos sistemas, máquinas, etc.

O investimento que uma empresa faz em formação, seja formal ou informal, tem-se assumido com um factor diferenciador e de valor acrescentado para os colaboradores, por exemplo no momento de decisão entre duas empresas. Estes querem sentir que fazem parte de uma empresa que aposta na sua evolução, que os prepara, não só para as funções actuais, mas para aquilo que podem ser no futuro.

A aposta na formação é um investimento, não só no crescimento individual, mas uma aposta no futuro da empresa, na motivação e compromisso dos colaboradores e, consequentemente, na qualidade dos serviços prestados.

Por Sandra Caeiro, Talent and Quality Consultant da askblue

Share on linkedin
Share on facebook

Uma viagem no tempo a maio de 2022

Uma viagem no tempo a maio de 2022

“Quando a nossa dependência pelos meios digitais vinha a aumentar naturalmente, fomos obrigados a imergir numa overdose de estímulos digitais” – a opinião de Filipe Mestre, manager da askblue

No caminho para o escritório, recordei-me que faz hoje dois anos que me projetei no futuro, tentando imaginar como seria o mundo hoje. AC e DC ganharam mais um significado de mudança no Mundo. Destaco duas grandes mudanças a nível pessoal e duas mudanças profissionais, entre muitas outras. Quando a nossa dependência pelos meios digitais vinha a aumentar naturalmente, fomos obrigados a imergir numa overdose de estímulos digitais. Tornou-se redundante esperarmos ser moda juntarmo-nos numa esplanada. A forçada abstinência relacional fez-nos recordar o valor de um simples abraço. Caminhávamos em passo acelerado para o Homo Connectus, quando no dia seguinte fomos forçados a sê-lo, apercebendo-nos de que o objetivo da digitalização é apenas de aumentar o nosso recurso mais escasso, o Tempo.

Na idade adulta ativa, vivemos com o paradoxo em que, na visão de curto prazo, as nossas ações permitem responder a necessidades imediatas e, na visão de longo prazo, adaptamo-nos hoje para necessidades que prevemos num maior ou menor horizonte temporal. A visão de longo prazo foi claramente influenciada na medida em que pertencemos a gerações que desconheciam a experiência de uma mudança drástica global, o que nos trouxe outro paradoxo: a insegurança futura aliada ao aumento de confiança nas nossas capacidades de adaptação. Estas mudanças permitiram-nos evoluir a nível profissional em dois aspetos – Meritocracia e a Globalização.

A redução da abrangência na comunicação implicou igualmente a redução da componente relacional o que teve como consequência direta o aumento de foco nos resultados do serviço prestado. Uma das principais mudanças na área de Consultoria de IT traduz-se na avaliação dos resultados dos serviços prestados, hoje mais orientados aos resultados. No que diz respeito à Globalização, e ao contrário de outros sectores da economia, os serviços de TI podem, quase na sua totalidade, ser prestados a partir de um computador com acesso à internet, independentemente da geografia, fuso horário, cultura ou idioma. A consequente globalização, iniciada há já algumas décadas, viu agora serem quebradas as últimas resistências dos modelos anacrónicos de Gestão, onde a presença efetiva era considerada uma forma de controlo. Acelerámos a mudança na contratação de serviços, tanto na perspetiva dos clientes como dos fornecedores. Os Clientes estruturaram/amadureceram as suas infraestruturas e os seus modelos de serviço o que lhes trouxe o acesso a novos fornecedores, até então inatingíveis, por desconfiança, incapacidade (falta de estrutura) e valor de investimento (localização de equipas). Os Fornecedores confirmaram que a distância física dos seus colaboradores não os impede de formar equipas eficientes, pelo que têm agora oportunidades de contratação mais amplas e menos focadas em critérios geográficos.

No fundo, 2020 ensinou-nos que nestas alturas nos reinventamos para melhor, mais adaptados, mais atentos e mais conscientes dos nossos valores. Somos mais fortes e sustentados, mantendo próximo o que aprendemos. Nada é garantido, tudo deve ser merecido. Evoluímos profissionalmente, estamos mais globais onde queremos estar e mais locais no que queremos ser, a nossa cultura não mudou, adaptou-se. Esta partilha de ideias decorreu no caminho entre a cozinha e o escritório de minha casa, em Nossa Senhora de Machede, em Évora. Onde o tempo e espaço dilataram, onde a família está mais presente e onde melhor consigo contribuir para a sociedade.

Por Filipe MestreManager da askblue

 
Share on linkedin
Share on facebook

As entidades financeiras tradicionais estão hoje amarradas ao seu legacy system

Pedro-Nicolau-CEO-da-askblue

As entidades financeiras tradicionais estão hoje amarradas ao seu legacy system

A jovem askblue faz um balanço muito positivo dos seus sete anos de atividade e, apesar do atual enquadramento económico, mantém-se otimista. Pedro Nicolau, CEO, da consultora explica como se adaptou-se às novas circunstâncias de mercado.

Fundada em 2013, por quatro sócios – Pedro Nicolau, Sofia Bastos Santos, Rui Couto e Ana Rosado – a askblue apoia as empresas e organizações nos processos de transformação digital, bem como na definição das suas estratégias de estruturação de negócio.

No ano passado, uma das apostas da empresa foi o crescimento internacional, investindo numa equipa dedicada que desenvolveu mercados como o Médio Oriente e o Norte da Europa. Agora tem em curso vários projetos no Dubai, na Arábia Saudita e na Holanda.

O CEO Pedro Nicolau falou ao Link To Leaders do percurso e dos objetivos do projeto para este ano. Apesar das contingências provocadas pela pandemia, continua a ter a ambição de superar os 14 milhões de euros e de chegar a uma equipa de 350 pessoas.

De que forma a askblue se está a adaptar a este novo contexto de pandemia da Covid-19?
Conseguimos, num curto espaço de tempo, adaptarmo-nos bem a este novo contexto. Felizmente, as características do nosso negócio permitem que seja possível realizar a totalidade do trabalho remotamente. No entanto, tivemos de garantir algumas condições para que não houvesse quebra de produtividade. Por um lado, acesso à totalidade dos sistemas informáticos dos nossos clientes, o que demorou cerca de duas a três semanas, e, por outro lado, ajuste das metodologias de trabalho que permitissem aos nossos colaboradores continuar a trabalhar em equipa, apesar de separados fisicamente.

Uma vez que a nossa atividade requer uma grande interação com o cliente ao longo do projeto, foram também adaptadas e replaneadas as reuniões de trabalho. Assim, estas passaram a ser mais curtas e mais frequentes.

Ao nível da gestão da empresa e dos departamentos, também tivemos de nos adaptar. O objetivo principal foi manter a rotina, o acesso visual através de ferramentas de colaboração e vídeo chamadas, manter a motivação de todos e a comunicação entre equipas.

Finalmente, dinamizámos a comunicação interna, através da nossa rede social interna, aumentando a frequência de informação e promovendo e incentivando a participação.

“(…) as maiores conquistas que tivemos foram conseguir ser uma empresa apelativa para captar e reter os melhores profissionais (…)”

Que balanço faz destes sete anos de atividade? E que conquistas tem no horizonte para os próximos sete?
O balanço é muito positivo. Consideramos que as maiores conquistas que tivemos foram conseguir ser uma empresa apelativa para captar e reter os melhores profissionais, e, ter a confiança dos clientes para desenvolver projetos críticos e de transformação. Esta deverá ser também a base da fórmula para atingir o sucesso no futuro.

Para os próximos sete anos, o nosso objetivo é desenvolver e crescer nos mercados internacionais, e aprofundar a nossa presença nos setores não financeiros. Queremos reforçar o nosso reconhecimento como uma empresa de referência em Portugal, quer pela sua capacidade de propor soluções de valor acrescentado, quer pela qualidade e experiência dos seus profissionais.

Sabemos que, para continuarmos a crescer a um ritmo acelerado, vamos ter de lidar com novos desafios, nomeadamente manter o nível elevado de qualidade dos nossos serviços, apostar na especialização técnica e funcional, desenvolver ofertas competitivas e sermos inovadores.

Quais os países  regiões que são neste momento a aposta da askblue ao nível da internacionalização?
O Norte da Europa e Estados Unidos. Em ambos os mercados já temos parceiros estabelecidos e projetos em curso.

Quanto faturaram no último ano e o que mais contribui para os resultados?
Faturámos 10,8 milhões e o setor financeiro foi o mercado que mais contribuiu.

“Acreditamos, com a base de informação de que dispomos atualmente e a incerteza associada, que iremos continuar a crescer este ano a dois dígitos (…)”

Quais as perspetivas para este ano? Vão conseguir atingir ao 14 milhões de euros como previsto?
As perspetivas para 2020 eram muito positivas antes de conhecermos esta situação da pandemia. Já foi apurado o primeiro trimestre deste ano e estivemos em linha com o planeado, tanto em volume, como em margem, tendo sido o melhor trimestre de sempre da empresa.

Hoje em dia, o futuro é menos previsível. Sabemos que o nosso setor não é dos mais afetados diretamente, mas os clientes, uns já nesta fase e outros mais tarde, vão sofrer impacto negativo na sua atividade, quer pela redução da faturação quer pelo aumento de custos e, portanto, no futuro poderão recorrer a menos serviços externos.

No entanto, pelo facto de a askblue estar maioritariamente a prestar serviços “core business” em grandes clientes, que dão suporte à atividade diária, não é previsível que os nossos serviços sejam muito afetados. Acreditamos, com a base de informação de que dispomos atualmente e a incerteza associada, que iremos continuar a crescer este ano a dois dígitos, mas tudo dependerá, naturalmente, da evolução da situação ao nível sanitário e, em seguida, da saúde.

Quantos clientes têm atualmente? E quais os setores predominantes?
Temos 33 clientes ativos e o setor predominante é o financeiro, mas temos vindo a desenvolver soluções e projetos em áreas muito diversas, de que é exemplo o retalho.

Quais as soluções da askblue mais requisitadas?
As respostas às solicitações do mercado são apresentadas em quatro vertentes distintas. Em primeiro lugar, numa abordagem de consultoria, propondo o desenvolvimento de projetos de melhoria do desempenho através da reorganização e otimização dos processos de negócio. Uma segunda abordagem é tecnológica, desenvolvendo soluções à medida em plataformas OutSystems, Java e Microsoft .NET.

Outra das vertentes é a gestão da manutenção e evolução do parque aplicacional dos nossos clientes, para o qual temos o nosso askblue technology center (ATC), garantindo deste modo a adoção de novas tendências de mercado, tais como a transformação digital. Por último, e complementando as equipas dos clientes, reforçamos as mesmas com profissionaid da askblue que disponham das skills necessárias nas mais diversas áreas técnicas, metodológicas e funcionais.

As empresas nacionais têm já a capacidade de lançar desafios e de analisar propostas de valor?
As empresas nacionais com que trabalhamos são, em média, extremamente bem organizadas e geridas, tendo profissionais exigentes e competentes. Nesse sentido, os projetos que desenvolvemos são complexos e desafiantes, do ponto de vista do negócio e também do ponto de vista tecnológico.

”(…) é hoje uma realidade a afirmação das fintech e a necessidade que as entidades tradicionais têm de se transformar para não perderem a sua posição de liderança”.

Numa altura em que as fintech começam a ganhar, cada vez mais, relevo em Portugal, a askblue poderá ser o parceiro certo para transformar uma organização e dotá-la do que é necessário para competir neste setor?
As entidades financeiras tradicionais estão hoje amarradas ao seu “legacy system”, a uma pesada estrutura organizacional e têm de estar continuamente a dar resposta aos requisitos regulatórios exigidos pelos bancos centrais. No entanto, é hoje uma realidade a afirmação das fintech e a necessidade que as entidades tradicionais têm de se transformar para não perderem a sua posição de liderança.

A askblue é claramente um parceiro ideal para apoiar as entidades financeiras no seu processo de transformação. Temos várias vantagens neste processo: conhecemos o negócio do setor financeiro, o que nos permite ter abordagens inovadoras, pensar nos desafios do futuro e, simultaneamente, que estas abordagens sejam compatíveis com os requisitos regulatórios. Adicionalmente, dominamos as atuais e novas tecnologias permitindo, desta forma, implementar dentro do “time to market” os novos modelos e serviços que se venham a adotar.

Quais são as características que permitem que uma empresa, apesar de jovem, tenha conseguido implementar-se de forma tão efetiva?
Creio que a razão do sucesso se deve a um conjunto de fatores. Em primeiro lugar, temos uma equipa com uma grande experiência, conhecimento do mercado e reconhecimento. Estes fatores levam a que os clientes tenham confiança nas equipas da askblue com que interagem, que asseguram uma elevada qualidade da entrega. Por último, ou eventualmente até em primeiro lugar, pensámos grande desde o início, definindo uma estrutura organizacional a pensar no crescimento da equipa e da organização.

“Cometer erros faz parte do processo de crescimento da empresa e devem ser compreendidos e corrigidos (…)”

Olhando para trás, o que faria de diferente, se tivesse oportunidade?
De forma geral, considero que as decisões mais importantes foram bem tomadas. Incluo aqui as fundamentais, ou seja, a estratégia e posicionamento da empresa, a nossa organização e oferta, etc. Esta é a vantagem de termos iniciado a atividade com uma equipa de gestão com experiência.

No entanto, e como é natural, também fizemos algumas escolhas que se revelaram menos acertadas, como a do primeiro ERP, que não se revelou adequado, de algumas parcerias que não eram as melhores para o mercado português, e alguns profissionais que não se adaptaram ao nível de exigência pretendido e à cultura empresarial. Cometer erros faz parte do processo de crescimento da empresa e devem ser compreendidos e corrigidos de modo a que a organização se torne cada vez mais eficiente.

Share on linkedin
Share on facebook

Mercados favoráveis à estratégia da askblue

Mercados favoráveis à estratégia da askblue

A consultora nacional, askblue fez contas aos proveitos obtidos em 2019 e anuncia um encaixe de 10,8 milhões de euros, o que representa um crescimento de 42%, relativamente ao ano anterior. O mercado internacional terá sido decisivo para o desenvolvimento positivo do negócio da empresa, que admitiu ter vindo a aumentar a sua presença além-fronteiras com projetos em diferentes áreas e em geografias atractivas como o Médio Oriente e o Norte da Europa. «Já estão em curso projetos relevantes no Dubai, na Arábia Saudita e na Holanda», destaca a empresa em comunicado.

O setor Financeiro continua a ser o grande foco de crescimento do negócio, mas a diversificação para os segmentos da Indústria, Serviços e Utilities já representa algum peso no volume de negócios, prometendo manifestar-se de forma mais proeminente no próximo ano fiscal. Em termos de projectos, ao apoio ao desenvolvimento de novos negócios, ao reforço da cadeia de valor e à optimização e transformação do desempenho operacional, juntam-se a digitalização e a continuidade do negócio dos clientes, que serão prioridades reforçadas em 2020.

Satisfeito com a operação e qualidade da inovação produzida pela askblue durante 2019, Pedro Nicolau, CEO da empresa, traça um futuro promissor sustentado pelo desenvolvimento de «projetos estratégicos e regulamentares em grandes clientes do setor financeiro nacional», e pelo reforço da aposta em mercados mais sofisticados.  Os objetivos são claros:

«Continuar a crescer, responder aos novos desafios dos clientes, especialmente os novos relacionados com a digitalização, de forma a conseguir responder aos desafios estratégicos e aos específicos desta altura por parte dos clientes.»

Portugal continua ser a principal fonte para aprofundar o conhecimento da empresa, inovar e adquirir referências em áreas novas. A askblue foi distinguida pela Outsystems com o prémio de “Melhor Solução Inovadora da Indústria”, pelo desenvolvimento de uma solução de gestão de benefícios para a Mercer. Também, fruto da parceira com a tecnológica Scytl, implementou com sucesso a solução de voto eletrónico para suportar a eleição do Bastonário da Ordem dos Advogados.

O cenário de prosperidade da askblue em 2019 foi também marcado pelo crescimento orgânico. A empresa aumentou a sua equipa de 230 para 290 colaboradores, uma evolução que foi impulsionada pelo número de projetos adjudicados durante o exercício e pela aposta de contratação de trainees recém-licenciados ou com mestrado em diversas áreas de engenharia, com um substancial investimento na sua formação, nomeadamente através de parceiras com instituições especializadas, tais como, o Instituto Superior Técnico. Entraram na empresa 38 colaboradores com este perfil em 2019. 

Share on linkedin
Share on facebook